Monday, November 07, 2005

Vascularização do sistema nervoso central
Importância
O SNC tem exigência elevada de glicose e O2 e não pode ser sustentado por metabolismo anaeróbio.Sete segundos sem oxigênio leva a perda de consciência. Cinco minutos faz lesões irreversíveis. A última área que é lesada é o centro respiratório do bulbo.
Tromboses, embolias e hemorragias interrompem o fluxo sanguineo
No sistema nervoso central não existe circulação linfática mas existe um circulação liquorica que não corresponde nem anatômica e nem funcionalmente a linfática.
Vascularização do encéfalo
Fluxo sanguineo cerebral.
i. Muito elevado e só superado pelo do rim e coração
ii. Em um minuto circula uma quantidade proporcional ao peso do cérebro
iii. F= PA e PV/RCV
iv. RCV depende de:
1. pressão intracraneana- aumenta a resistência cérebro vascular
2. condições da parede vascular- aumenta a RCV
3. viscosidade do sangue-
4. calibre dos vasos cerebrais- humorais e nervosas.
v. Fluxo sanguineo é maior na substância cinzenta que na branca.
Vascularização arterial- peculiaridades
O SNC é vascularizado quase que totalmente por arteira carótidas e artérias vertebrais.
Formam na base do crânio o polígono de Willis.
As artérias do cerebro tem as paredes mais finas o que as torna propensas a hemorragias.
Existe entre as artérias espaços perivasculares, contendo liquor, que proteje o tecido nervoso dos impactos da própria pulsação da artéria.
Artéria carótida interna
Ramo da corótida comum
Penetra no crânio pelo canal carotídeo do osso temporal
Atravessa o seio cavernoso formando o sifão carotídeo
Perfura a duramater e aracnóide
Divide-se em seus dois ramos principais:
i. Artéria cerebral anterior


ii. Artéria cerebral média


Outros ramos:
i. Artéria oftálmica- irriga o bulbo ocular e formações anexas
ii. Artéria comunicante posterior- comunica a carótida com a cerebral posterior


iii. Artéria corióidea anterior- penetra no corno inferior do ventrículo lateral irrigando a tela corióide e a cápsula interna.

Artéria vertebral e basilar
Nascem nas subclávias
Percorrem o pescoço dentro dos forames transversos
Penetram no crânio pelo forame magno. Perfuram a duramater e a aracnóide
Percorrem o bulbo
Fundem-se ao nível do sulco bulbo pontino formando a artéria basilar que percorre o sulco basilar na ponte
Ramos das vertebrais
i. Artérias espinhais posteriores
ii. Artéria espinhal anterior
iii. Artérias cerebelares inferiores –posteriores

A artéria basilar se bifurca formando as artérias cerebrais posteriores direita e esquerda.
i. Ramos da basilar
1. artéria cerebelar superior
2. artéria cerebelar inferior anterior


3. artéria do labirinto

4-Artéria cerebral posterior


Circulo arterial do cérebro ou polígono de Willis
É uma anastomose em forma de polígono situada na base do cérebro
Formada por:
AcomA- Artéria comunicante anterior
Pcom A Artéria comunicante posterior
ACA-Artéria cerebral anterior
MCA- Artéria cerebral media
PCA- Artéria cerebral posterior

BA-Artéria basilar

SCA-Artéria cerebelar superior

AICA- Artéria cerebelar inferior anterior

VA-Artéria vertebral

PICA- Artéria cerebelar inferior posterior

ASA- Artéria espinhal anterior



Território cortical das três artérias cerebrais
Artéria cerebral anterior-
i. Para diante e para cima entrando na fissura longitudinal do cérebro.Vasculariza a face medial do cérebro desde o lobo frontal ate o sulco parieto-occipital.
Artéria cerebral média
i. Sai pelo sulco lateral irrigando toda a face superolateral do cérebro
Artéria cerebral posterior
i. Dirige-se para traz irrigando a face inferior do lobo temporal alcançando o lobo occipital.

Meninges e Liquor
Generalidades
São membranas conjuntivas que envolvem o SNC. São elas:
i. Duramater
ii. Aracnóide
iii. Piamater
A primeira é espessa e chamada paquimeninge, enquanto que as outras duas são finas e chamadas leptomeninges.
Função –
i. Proteção do SNC
ii. Local de acometimento de doenças tal como meningiomas e meningite
iii. Em acesso cirúrgico sempre envolve contactos com meninges.


Duramater
Mais superficial
Tecido conjuntivo rico em fibras colagenas com muitos vasos sanguíneos
Duramater Encefálica


1. folheto externo
a. adere intimamente ao osso (periósteo do endocrânio)
b. não é osteogenico- não forma osso nas fraturas.
c. Não forma calo ósseo que seria irritante ao SNC.


2. folheto interno
a. se continua com a duramater espinhal
O espaço entre a duramater e o ossos que envolvem o SNC é chamado de espaço extradural ou epidural.. Como folheto externo adere ao crânio, não existe ai espaço epidural

Duramater Espinhal
1. Aqui existe um espaço entre a duramater o os ossos da coluna vertebral, constituindo o espaço epidural ou extradural
O folheto externo da duramater é muito vascularizado
A duramater é irrigada pela artéria meningea média. Pela sua ruptura formam-se hematomas extradurais ou epidurais que podem comprimir o cérebro e provocar herniação de tronco pelo forame magno.
Tem rica inervação. Quase todas as cefaléias são por dores na duramater.


Pregas da duramater
São porções que se formam a partir do folheto externo e dividem a cavidade craniana em compartimentos.:
i. Foice do cérebro – se interpõe entre os dois hemisférios cerebrais, separando-os.


ii. Tenda do cerebelo- Se estende do bordo superior do sulco do seio transverso ao bordo superior da parte petrosa do osso temporal separando o cerebelo do pólo occipital encefálico.

É chamado de tentório e determina compartimentos no SNC chamados de supratentoriais e infra tentoriais . Sua borda livre, anterior encaixa-se no mesencéfalo


iii. Foice do cerebelo- prega vertical que separa os dois hemisférios cerebelares
iv. Diagragma da cela- prega de duramater que se estende entre os processos clinóides anteriores e posteriores, possuindo um orifício para a passagem do infundíbulo.


Cavidades das duramater
São separações existentes entre os dois folhetos, externo e interno da duramater, formando seios. São revestidas de endotélio e possuem em seu interior sangue venoso.Estes seios normalmente estão colocados junto as pregas da duramater. Eles recolhem todo o sangue existente dentro da cavidade craniana, assim como os seios proveniente das veias emissárias da face e couro cabeludo e o levam para dentro das veias jugulares internas. São eles:
i. Seios da abóbada
1. Seio sagital superior


a. Localizado na parte superior da foice do cérebro.Termina próximo a protuberância occipital interna na confluência dos seios.
2. Seio sagital inferior
a. Localizado na borda inferior da foice do cérebro, continuando-se no seio reto.
3. Seio reto
a. Localizado no ponto de união entre a foice do cérebro e a foice do cerebelo.Formado pela confluência da veia magna(cerebral interna mais basal) do cérebro e seio sagital inferior, terminando na confluência dos seios.
4. Seio transverso


a. Localizado no bordo superior do sulco do seio transverso próximo ao ponto de inserção da foice do cerebelo, iniciando próximo a confluência dos seios e caminhando em direção anterior até próximo a parte petrosa do osso occipital onde passa a se chamar seio sigmóise
5. Seio sigmóide
a. Em forma de S continua-se em direção ao forame jugular onde se funde com a veia jugular interna.
6. Seio occipital
7. Liga-se inferiormente a foice do cerebelo interpondo-se entre os dois hemisférios cerebelares.


ii. Seios da base
1. seio cavernoso
a. Localiza-se ao lado do corpo do esfenóide e da sela túrsica. Recebe sangue de veias do globo ocular e do cérebro.Comunica-se com o do lado oposto pelo seio intercavernoso.
2. seio intercavernoso- Comunica os cavernosos bilaterais
3. seio esfenoparietal- Desemboca no seio cavernoso
4. seio petroso superior- Drena o sangue do seio cavernoso para dentro do seio sigmóide
5. seio petroso inferior- Percorre o sulco petroso inferior
Aracnóide
1. Está justaposta a duramater, da qual se separa por um espaço virtual, chamado espaço sub-dural, que contém pequena quantidade de líquido para lubrificação.
2. Separa-se da piamater pelo espaço subaracnóideo que contém liquido céfalo raquidiano..
3. São atravessadas pela trabéculas subaracnóideas.

Cisternas sub-aracnoídeas
São dilatações dos espaços subaracnóideos que contém grande quantidade de líquido; São elas:


1-Cisterna cerebelo medular ou cisterna magna
2-Cistena pontina
3-Cisterna quiasmatica
4-Cisterna superior
5-Cisterna da fossa lateral.

Granulações aracnoideas


São comunicações entre a aracnóide e os seios da duramater através de tofos.
mais abundantes no seio sagital superior
Através delas o liquor cai no sangue

Piamater
É a mais interna e adere ao SNC


Descem aos sulcos cerebrais
Confere resistência ao tecido nervoso
Acompanham os vasos sanguineos para dentro do sistema nervoso


Liquor
Fluído aquoso e incolar
Função principal- proteção mecânica do SNC
Também exerce proteção biológica
Utilidades:
Controle da pressão do liquor- 5 a 50 mm dágua
Controle da presença de infecções
Volume total de 100 a 150 cm
0 a 4 leucócitos
Formação do liquor é nos plexos coróides
Os tres ventrículos cerebrais produzem liquor mas a maior quantidade é no ventrículo lateral
Pelos forames laterais e medianos este liquor sai para o espaço subaracnóideo .
São absorvidos no sangue pelas granulações aracnoídeas
Hidrocefalia- aumenta a quantidade e pressão do liquor determinando
Hipertensão intracraneana